Março tem um jeito de resolver as coisas. Vemos caras que encolhem sob os holofotes, e então há os calouros que simplesmente *entendem*. Aqueles que parecem ter jogado em jogos de alto risco por anos, não semanas. Os olheiros da NBA estão observando, claro, mas também os treinadores que precisam de uma vitória mais do que tudo. Não se trata mais apenas de potencial atlético; trata-se de quem pode levar um time ao Sweet Sixteen.
Olha, a classe de calouros deste ano está cheia de talento. Você tem caras como Cooper Flagg, de Duke, que marcou 25 pontos e 9 rebotes contra o Arizona em novembro. Ele joga com uma ferocidade que você não costuma ver em um jogador do primeiro ano. Depois, há Dylan Harper, de Rutgers, um armador suave que marcou 29 pontos e 10 assistências contra um forte time de Purdue em janeiro. Esses caras têm os números, os lances de destaque. Mas eles podem realmente *entregar* quando a pressão é sufocante, quando cada posse de bola parece que pode mudar uma temporada?
**O Armador que Comanda o Show**
Rob Dillingham, de Kentucky, é um caso de estudo fascinante. Ele é elétrico. O garoto pode pontuar de mil maneiras, e ele não tem medo do momento. Nós o vimos acertar aquela bola de três crucial contra Mississippi State para selar uma vitória por 91-89 em fevereiro. Ele terminou com 23 pontos naquela noite, incluindo 15 no segundo tempo. Um ex-treinador dele, que pediu para não ser identificado ao discutir jogadores atuais, me disse: "Robbie sempre jogou com essa confiança. Mesmo no ensino médio, ele queria a bola nas mãos quando o jogo estava em jogo. Ele tem uma audácia que é difícil de ensinar." Os números de assistências de Dillingham nem sempre são impressionantes – ele tem uma média de 3,9 assistências por jogo – mas ele controla o ritmo, e isso é fundamental em março. Ele não vai recuar de uma marcação dupla ou evitar um arremesso contestado. E, honestamente, para um armador calouro, isso é metade da batalha.
E depois há Isaiah Collier, da USC. Uma história um pouco diferente. Ele começou a temporada com um grande hype, e teve seus momentos, como uma atuação de 24 pontos e 4 assistências contra Washington State em janeiro. Mas ele também teve períodos em que o jogo parecia muito rápido para ele, muito físico. Os Trojans não incendiaram o mundo, estando com 12-18 antes do torneio da conferência. Um olheiro com quem conversei recentemente disse sem rodeios: "Collier tem as ferramentas físicas e a visão, mas precisa mostrar que pode ser eficiente sob pressão. Sua taxa de turnovers (3,3 por jogo) é uma preocupação real em situações de tudo ou nada." Ele está tentando fazer uma declaração no final da temporada, e se ele conseguir levar a USC a uma corrida improvável, seu valor no draft vai disparar.
**Além da Caixa de Estatísticas: Os Intangíveis**
É o seguinte: às vezes, o maior impacto não é o cara que enche a folha de estatísticas todas as noites. É o jogador que faz o passe certo, joga uma defesa sufocante ou simplesmente mantém todos calmos. É aí que alguém como Zvonimir Ivisic, de Kentucky, uma vez que encontrou seu ritmo, poderia ser um azarão para um impacto profundo no torneio. Ele não é um pontuador principal, mas sua estrutura de 2,18m e sua capacidade de bloquear arremessos (1,5 por jogo) e acertar bolas de três pontos com 37% abrem a quadra. Quando ele marcou 18 pontos e 4 bloqueios em sua estreia contra a Geórgia, ficou claro que ele era mais do que apenas um corpo grande.
Minha aposta? Apesar de todo o burburinho em torno dos armadores, o calouro que terá o maior impacto *vencedor* em março será Cooper Flagg. Sua defesa, seu motor, sua capacidade de influenciar o jogo sem precisar marcar 20 pontos, é isso que o diferencia. Ele não é apenas um pontuador; ele é um vencedor.
Estou te dizendo, quando o Final Four chegar, estaremos falando de um calouro que aproveitou o momento. Minha aposta é que Flagg levará Duke mais longe do que qualquer um espera.